O sumiço silencioso: Por que as placas de “Não dê esmola” desapareceram dos cruzamentos?
Discussão ressurge nas redes sociais, mas o fenômeno não é de hoje. Entenda o que mudou na paisagem urbana nos últimos dois anos.
Se você dirige por Indaiatuba há algum tempo, certamente se lembra delas. Fixadas nos canteiros centrais e postes de semáforos, as placas com os dizeres “Não dê esmola, dê futuro” faziam parte da rotina visual da cidade.
Recentemente, o tema voltou a pipocar em grupos de moradores, com muita gente se perguntando onde elas foram parar. O que poucos perceberam é que esse desaparecimento não foi repentino.
Diferente do que parece, as placas não sumiram “da noite para o dia”. O Indaiatuba Flash apurou que a retirada das estruturas vem acontecendo de forma gradual ao longo dos últimos dois anos. Hoje, quem percorre os principais cruzamentos da cidade já encontra a maioria dos postes vazios.
🤔 O QUE DIZIA A CAMPANHA?
A iniciativa, historicamente apoiada por órgãos de assistência social, defendia uma tese técnica: o dinheiro dado diretamente nas ruas, embora motivado pela solidariedade de quem doa, muitas vezes acaba financiando ciclos viciosos.
O argumento é que a “esmola” facilita a permanência da pessoa em situação de rua, desencoraja a busca por abrigos oficiais e, em casos mais graves, sustenta a dependência química ou contribui para a evasão escolar.
🚧 MUDANÇA DE ESTRATÉGIA?
O fato das placas terem sido removidas paulatinamente levanta o debate: trata-se de uma manutenção prolongada ou de uma mudança silenciosa de estratégia?
Até o fechamento desta matéria, não houve um comunicado oficial recente detalhando o motivo da retirada definitiva dos avisos físicos. O Flash segue acompanhando para entender se haverá uma nova campanha visual ou se o foco mudou para ações digitais e de abordagem direta.
🤝 COMO AJUDAR DE VERDADE?
Independente das placas estarem lá ou não, a orientação dos especialistas em serviço social permanece a mesma. A melhor forma de ajudar não é pelo vidro do carro, mas acionando quem tem as ferramentas para oferecer um recomeço.
Ao encontrar pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social, o canal correto é o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Ligue: (19) 3816-6961
E você? Tinha notado esse sumiço gradual ou só percebeu agora? O debate continua aberto.
Este tema foi destaque na nossa Newsletter semanal.
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